sexta-feira, 11 de junho de 2010

conhecer-te


o que o teu olhar distraído e vago insinua
mais intimo que o teu outro lânguido ensaia
tal como entre cortinas de perfumes sintéticos
embriaga-me apenas a pura essência de fêmea.

muito mais que o teu sorriso franco e aberto
prendem-me as nuances volumétricas desses lábios
feitas de pequenos movimentos sincronizados
por estímulos que transpõem defesas imaginárias.

sentiste-me? queres saber.
como se não importasse a transpiração da respiração
que tropeça no embargo da voz.
como se não visse o lençol que se enreda nos dedos
à medida que os teus punhos se fecham.
como se não soubesse da lassidão quente
que vem após humidas contracções.

dizes que não te conheço
e no entanto preferia desconhecer-te
para te conhecer de novo.

.

4 comentários:

Felina disse...

O desconhecido é sempre um atractivo...

Akrasia disse...

O verao chegou ao teu blog e espero que continue bem quente como vejo no teu poema!
Beijos e só porque não deixo comentarios nao quere dizer que não ando a espreitar-te:)

Vulgar disse...

Felina,
É um atractor estranho.
Beijo

Vulgar disse...

Akrasia,
Podes espreitar à vontade, eu gosto.
Um beijo e boas férias