quinta-feira, 2 de abril de 2009

Homo Economicus

O nosso PR Cavaco num tom de aviso muito sério, veio dizer que não se deve confundir investimento com retorno, dando como exemplo as autoestradas, mas pensando nos TGVs, novos aeroportos...nada que a Manuela já não tenha dito que vai fazer (ou não fazer) se fôr eleita PM.

A máxima agora é nada se pode fazer se não der lucro! Não parece um paradoxo agora que o neoliberalismo, assente excatamente na busca desse lucro, está em crise?

Já fiz dezenas de análises de investimento para muitos projectos, estimando hardcosts, softcosts, comercialização, calculando TIRs e VALs, com critérios pessimistas ou optimistas. Para além da sensibilidade aos parametros iniciais... arbitrados... onde pequenas variações podem provocar resultados contraditórios, há algo que os modelos matemáticos não conseguem quantificar, ou seja tudo aquilo que se convencionou apelidar de intangível.

Se apenas se decidisse em função dos resultados (tangíveis) nem o Centro Cultural de Belém estaria construído. Hoje passados 20 anos, ninguém poe em causa a sua construção ao contrário do coro de criticas da época. Paradoxalemente o nosso PR era então PM...

Pronto lá vamos ficar paradinhos nos próximos anos...enterrar a cabeça na areia e esperar que a tempestade passe...

8 comentários:

Felina disse...

Pois eu não enterro a cabeça na areia coisissima nenhuma, prefiro ver a tempestade passar.

Iris R. Costa Barroso disse...

Eu continuo a olhar para o CCB, sempre que passo por Belém e continuo a questionar-me: QUem foi o parvo que desenhou isto?!

Se a crise ajudar a evitar atentados arquitectónicos como o CCB, eu agradeço a Deus a crise... A sério, agradeço!

i just can´t get enough disse...

Acho interessante esta especulação incessante da crise actual. Mas no entanto as obras megalómanas são sempre aprovadas desde que dê lucro, muitas das vezes o ordenamento de território é posto de parte.A subsidiação às classes que se ditam de carenciadas continua em vez da criação de novos postos de trabalho.Enquanto isto observa-se a um grande melting pot, que qualquer dia vou ter dificuldade em reconhecer a população portuguesa.Para grandes males, grandes remédios.

Vulgar disse...

felina,
eu enterro a cabeça ás vezes (piada fácil)
Bjs

Vulgar disse...

Iris,
O parvo foi um italiano de nome Vittorio Gregotti...quanto ao atentado... discordo... enfim gostos... e agradecer a Deus pela crise também me parece desajustado.
Bjs

Vulgar disse...

I just,
espero que não estejas a pensar em remédios do passado...
Bjs

pecado original disse...

Eu cá fico com a cabeça de fora para respirar.

Vulgar disse...

pecado,
inspira...expira...inspira...expira
...tb gosto de ter a cabeça de fora.
Bjs