terça-feira, 26 de maio de 2009

porquê ateu

o que desprezam as três grandes religiões monoteistas ocidentais:
odio à razão e à inteligência
odio à liberdade
odio aos livros em nome de um só
odio à vida
odio à sexualidade das mulheres
odio ao prazer
odio ao feminino
odio ao corpo
odio aos desejos e às emoções
são tudo coisas que amo...

e vez de tudo isto colocam:
crendice
obdiência e submissão
gosto pela morte e paixão pelo além
castidade e anjos axessuados
virgindade e fidelidade monogamica
esposa e mãe
alma e espirito

ou seja a vida cruxificada e a celebração do que há-de vir.

13 comentários:

Iris R. Costa Barroso disse...

Hummm! Que visão tão redutora!

E que tal o amor pelo próximo?! O respeito pelos mas velhos?! A compaixão?!

E se formos um pouco além daquilo que os padres dizem e se interpretarmos a bíblia como a sentimos, que tal amar o ser humano, nós, cada um de nós, porque dessa forma estaremos a amar Deus, que nos fez à sua imagem?

Se cada um de nós o fizer, que lugar lindo seria a Terra, talvez o paraíso do qual fomos expulsos há muito tempo, por termos parado de amar...

E crendice?! Não tenho nada contra Ateus e agnósticos, casei com um e vivi muito bem com ele enquanto vivemos bem, mas não existe gente mais crente do que os ateus, pois eles crêem no caos e no acaso, como ponto de partida da evolução. Nõ há nada que nasça do caos, existe uma ordem no Universo que a religião tenta explicar, mas que também ela ainda não conhece. Ignorar é crer no nada.

Boa Semana!

Vulgar disse...

Iris,
respeito claro todas as opiniões, mas não preciso de nenhum deus para amar seja o que for, o próximo, os mais velhos, tudo aquilo que podes dar como exemplo.

interpretar a bíblia? é uma parábola? aquele conjunto de lendas postas em papel, de destruição, de ódio, de morte, de sacrifício humano e de vingança tribal?

Quanto ao lugar lindo da Terra, imagino-a muito melhor sem religiões, sem os ódios inter-religiosos que estão na base de quase todas as guerras passadas, presentes e futuras.

o caos e o acaso é uma redução simplista, mas compreendo que é preciso muito mais do que um simples olhar criacionista sobre a beleza da evolução.

Claro que isto é uma discussão cega, onde cada um toma uma posição irredutível à volta da sua trincheira de convicções...
bjs

tronxa disse...

pensava k eras ateu para a poderes dizer k kerias k a tua mulher fosse "atua" a um amigo com uma mulher "boa"!!!

eheheh

eu tb sou ateia!!

nao me revejo nas pregaçoes de padres e profetas...

deixem-me ca sossegadita k eu nao faço mal a uma mosca... mas nao me tentem com religioes... k aí fico com munta mau feitio!!

ehehehe

bjnhsss

Vulgar disse...

tronxa,

ehehe... és cá uma atua...
pelo menos isso temos em comum.

bejinhos

pecado original disse...

Tema sem princípio e sem fim.

Akrasia disse...

Por acaso,não estás a ler nada do Michel Onfray?Por exemplo,A Potência de Existir?

Concordo com tudo que dizes...acho que as pessoas seriam mais felizes se não exitissem religiões!

bjo

alfabeta disse...

Só acredito em Deus e em mim.

Não acredito em religiões.

Iris R. Costa Barroso disse...

Pois vulgar,

Realmente, se virmos a religião apenas aquilo que a maioria quer fazer dela, é complicado percebê-la, compreendo-te. Mas o que eu queria não era defender nenhuma religião em particular, apenas queria realçar que a descrição de religião ou do que eles na tua visão defendem, é redutora.
Apesar de ser católica e até praticante, eu noutros tempos já teria sido banida, excomungada, pois eu tenho uma interpretação muito própria do que é Deus, o que é ser religioso e do que é a religião e para que serve.

O resto são fantochadas criadas por homens que têm medo e interesses próprios.

Mas é uma discussão que gosto de ter cara a cara e não de mensagem a mensagem. Muito se perde na interpretação das palavras.

Quantas às guerras serem resultado de ódios inter-religiosos... isso está tão longe da verdade! O que está na base de todas as guerras é o ser humano e a sua natureza, o resto? O resto é história, embelezamento, racionalização, desculpas para agir nos seus próprios propósitos. Até porque a maioria das religiões tiveram origem, exactamente para achar com guerras existentes: o Islamismo, para unir todas as tribos em constantes guerras entre elas, no Deserto fora, o cristianismo, como forma de revolta aos abusos contra a liberdade que os romanos praticavam, contra a forma deprimente como as minorias eram tratadas, contra todos os males que a sociedade da altura praticava e que achavam fazer parte da cultura e antes disso algo muito semelhante tinha acontecido contra os egípcios por parte dos judeus. Se acho que a religião é contra a liberdade? a história diz-nos que não. Se acho que a religião é acerca de guerras e ódios? Não é isso que transmite, não é isso que está na sua base, na sua pedra basilar. Se acho que a religião oprime as mulheres? Nem de perto nem de longe, as religiões simplesmente limitam-se a incorporar os hábitos da sociedade e os Homens fazem o resto da deturpação.

Não houve uma única guerra dita religiosa que tenha começado num templo, ou incitada por verdadeiros crentes.

Mas são apenas pontos de vista para se chegar à mesma conclusão, que estamos bem melhor se respeitarmos o Deus (ou aquilo que lhe quiseres chamar), existente dentro de cada um de nós.

Isabbelle disse...

Realmente, para que te quero religiões?
Tal como réu confesso...rs
Até tenho a minha!
Um princípio bem ativo de dinvidade interna...
Hoje, bem que seria excomungada, visto que sou herege por natureza. Hedonista, por opção!!!

Mas, admito que para muitos elas tem suas funções, há aqueles que na simplicidade precisam delas...

Mas, enfim....
Belissímos seus textos, não só esse, mas todos que leio, sempre!

Beijos.

Vulgar disse...

pecado original,
tens razão, mas acho que vale sempre a pena discuti-lo.
beijo

Akrasia,
não, não conheço, mas vou procurar conhecer.
obrigado pela dica
beijo

alfabeta,
compreendo a separação que fazes.
beijo

Íris,
também é uma discussão que gosto de ter cara a cara.
há afirmações por vezes um pouco simplistas, por “economia processual” que podem facilmente se tornar em armas de arremesso...
claro que as guerras são os homens que as fazem nascem por interesses sobretudo económicos de domínio, mas não se deve esquecer que esses interesses são corporativos servem instituições, e sabemos muito bem, por exemplo, que controlou as monarquias ocidentais durante séculos...
quanto ao deus interior sei muito bem que quando o meu corpo morrer a minha “alma” também morre porque é também corpo, e só corpo.
beijo

Isabbelle,
precisamos de acreditar, precisamos que o mundo faça sentido, mas acho também que não são precisas divindades para achar sentido à vida... mas dá trabalho.
beijo à excomungada...

Felina disse...

Apesar de ser agnóstica, apesar de todas as más interpretações das mensagens, das guerras e sofrimento que tem havido em nome de um deus, eu acho que alguns religiosos têm contribuido para que ainda haja um equilibrio de paz e bondade neste planeta.

Nem sempre a inteligencia humana é utilizada correctamente há pessoas que ainda precisam de directrises religiosas a indicar o percurso.

Vulgar disse...

felina,
e será que a bondade desses quantos religiosos desapareceria sem o enquadramento supersticioso?
um beijo

korrosiva disse...

Respeito todas as religiões, que cada um seja feliz à sua maneira, mas eu hoje e sempre serei Ateia!

bj